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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PRESIDENTE


VOAR PELA VIDA
MAIS QUE UMA INSTITUIÇÃO





Sejam bem-vindos à VPV – Voar Pela Vida.

Em primeiro lugar quero agradecê-los pelo interesse em conhecer nosso projeto. Para que vocês tenham a correta compreensão de como nós pensamos e agimos, criei este espaço dentro nosso site onde eu falo um pouquinho da nossa VPV, seus conceitos, objetivos, pilares básicos e do grande desprendimento que ela nos exige.

Antes de entrarmos diretamente no assunto, quero me apresentar a você. Eu sou Marcelo Rates Quaranta, Piloto de Linha Aérea, exercendo minha profissão desde 1983 (sendo que estou na aviação desde 1977 como piloto), através da qual tive o privilégio de conhecer essa imensa nação por todos os seus ângulos, e por onde viajo ainda hoje sem deixar de me surpreender com os gritantes contrastes do nosso país. É, amigos, o Brasil é maior do que se pensa!

É impressionante como na imensidão da nossa pátria nós podemos encontrar uma diversidade tão grande de um mesmo povo, seja no aspecto físico ou no social, e com realidades tão distintas. Eu costumo dizer que temos vários "Brasis" dentro do Brasil. Em meus vôos, vi cidades pujantes emergindo como importantes elementos da nossa economia. Vi um Brasil crescendo cada vez mais a cada vôo.

Mas o Brasil não é feito só de grandes cidades. É feito sim, em sua maior parte, por pequenos municípios e cada vez mais isolados a partir do paralelo 15 em direção ao equador. Nesses municípios eu conheci a miséria, a dor e as necessidades, sobretudo na área de saúde. A maior de todas as constatações é a de que o Brasil é um país ainda doente.

A má distribuição de renda e a concentração de riquezas nas mãos de poucos, enquanto tantos padecem, é o verdadeiro câncer que consome o nosso País. As oportunidades são diferenciadas e vivemos uma situação onde a exclusão prevalece, e onda ainda hoje é possível ver e sentir o sofrimento de um povo esquecido, que vive à margem da vida e distante das facilidades dos grandes centros. No coração do Brasil, pessoas estão lutando contra a morte, quase sempre sucumbindo à essa adversária, por falta de "armas" e recursos. É uma luta desigual e covarde, pode acreditar.

Algumas iniciativas e novas organizações têm surgido a cada instante, dando um alento para os que estão em desvantagem social. Se bem direcionadas, essas ong’s são de extrema utilidade para a nação. Resolver o problema como um todo? Não é possível em curto prazo. Podemos em primeiro momento amenizá-lo com atividades emergenciais, trabalhar duramente para estimular a intervenção dos diversos segmentos da sociedade e sensibilizá-los para o fato de que, se cada um se comprometer em fazer sua parte, estaremos no caminho certo para mudar definitivamente essa dura realidade.

Por outro lado, muito se tem noticiado a respeito de organizações não governamentais que são envolvidas em falcatruas, desvios e desmandos administrativos. Esses fatos, além de lamentáveis, maculam o nome das verdadeiras instituições com compromissos sociais e que nasceram sobretudo do idealismo. Muitos programas são implementados com o dinheiro público, gerando despesas astronômicas ao país. Uma boa parcela se perde pela falta de objetividade, transparência e de resultados práticos, ou até mesmo pelos desvios e má condução dos recursos por parte dos que são responsáveis por gerenciá-los. Inclui-se aí ONG´s mal intencionadas ou de fachada, interesses políticos escusos ou simplesmente aventureiros.

Não se pode generalizar, colocando todas as organizações e iniciativas num mesmo patamar. É fundamental aprender a separar o joio do trigo e adotar critérios cada vez mais rígidos na seleção das organizações que receberão apoio, além de se exigir dessas organizações os resultados prometidos em seus projetos. Só assim haverá pleno aproveitamento dos recursos milionários desprendidos, além de se produzirem os efeitos para os quais são destinados: os benefícios diretos e evidentes para a população.

O trabalho, a consciência e a honestidade são os únicos elementos possíveis para transformar a ação humanitária num instituto perene. Consolidar essas ações é objetivamente amenizar o sofrimento da população. O Governo Federal, o setor privado e os demais segmentos da sociedade podem e devem ajudar, apoiando a toda e qualquer iniciativa que seja direcionada ao bem comum, bastando para isso a vontade política, consciência social e acima de tudo humanidade.

Com propósito de prestar de fato o auxílio ao povo, criei a VPV - Voar Pela Vida, cujas ferramentas são bem mais simples: Caridade,  amor ao próximo, dedicação, suor e trabalho, todas manuseadas pela consciência e pela honestidade. Nós não somos candidatos a nada e muito menos queremos ser vistos como "salvadores do povo" ou qualquer outro título.

Causas humanitárias não são compatíveis com títulos, homenagens, honrarias e nem mesmo com reconhecimentos. Nós não somos especiais. Apenas procuramos seguir os verdadeiros preceitos Cristãos, onde o amor ao próximo e a caridade se fazem ferramentas indispensáveis ao cumprimento da nossa missão.


Na criação da VPV parti de três princípios básicos:


PILARES - Que são os sustentáculos da ong, e que norteiam a conduta geral e individual dos membros da VPV;

CONCEITOS - Que fazem parte da filosofia de trabalho; e 


MODELO ADMINISTRATIVO - Um conjunto de regras e normas rígidas, (Estatuto e Regimento Interno) capazes de proteger e zelar pela manutenção dos pilares e dos conceitos da VPV, impedindo a entrada de pessoas mal intencionadas ou que venham a desvirtuar os propósitos da nossa organização.


PILARES
A VPV já nasceu ancorada no princípio da retidão, e dele não se desviará um segundo sequer. Mas o que é retidão? Bem, imagine um fio reto e contínuo de uma ponta à outra. Se não há ondulações é porquê alguém ou algo está segurando com firmeza esse fio. No nosso caso esse fio chama-se CONDUTA e sua tensão constante é mantida por quatro pilares básicos: honestidade, equilíbrio, determinação e transparência. Por trás de cada um desses pilares está a diretoria da VPV, atenta, zelando pela sua manutenção e solidificação.

1° - HONESTIDADE: Conquistar cada dia mais pelo esforço, pelo mérito e pela honra, aquilo que nos é dado segundo nossas obras. Trilhar um caminho reto, uniforme e constante e jamais desviar-nos do nosso compromisso social.


2º - EQUILÍBRIO: Saber mensurar o que nos é dado e distribuir conforme as possibilidades, focando exclusivamente o benefício dos nossos assistidos e o orgulho dos nossos patrocinadores por participarem da nossa obra. Refere-se à nossa responsabilidade perante os que nos envolvem;


3º - DETERMINAÇÃO: Querer chegar cada vez mais longe, não importando o tamanho do passo, mas desde que seja contínuo e equilibrado. A vontade de salvar vidas e o amor incondicional pelas causas sociais e pelo ser humano devem nortear a VPV e servirem de referências fixas nas nossas obras. O nosso público precisa de carinho, amparo e apoio, e não de "empresas" travestidas de ongs explorando suas mazelas. Crescer sim, mas nunca deixar de humanizar o tratamento;


4º - TRANSPARÊNCIA: A exposição de todas as engrenagens da VPV sem qualquer tipo de ocultação. Aparentamos o que somos e somos o que aparentamos. É a confiabilidade acima de tudo, conquistada pela honestidade, equilíbrio e determinação.


CONCEITOS
Já tendo participado de missões humanitárias, desenhei a VPV buscando fazer algo que ultrapassasse a pessoa jurídica ou a organização tradicional. Nas intermináveis horas de trabalho e pesquisas eu procurei projetá-la como um CONCEITO, moldando-o para que este fosse bastante abrangente, tanto operacional quanto administrativamente, tomando as devidas precauções para que jamais se perdesse por desvios de sua filosofia. É a nossa plataforma administrativa, concebido como uma organização sem orientação política ou religiosa e que tem por obrigação estar sempre bastante próxima dos nossos assistidos, colaboradores, patrocinadores, associados e de todos que nos cercam. O Conceito VPV é ser muito mais que uma organização. É ser uma grande família com o único objetivo de levar esperança e vida, partindo dos seguintes princípios:

1. Concentrar nossas energias em preencher as lacunas na área de saúde e bem estar;

2. Ser amigo do povo e atendê-lo independente de qualquer ideologia política;

3. Não estar focados em interesses políticos, projeções sociais ou pessoais;

4. Ter a única preocupação de atender, cuidar e amparar aos nossos assistidos.


MODELO ADMINISTRATIVO

É certo que, um conceito que tenha como único objetivo o POVO precisa ser perene e uniforme, até para que atinja seus objetivos e frutifique em resultados positivos. Desta forma, criei também um modelo administrativo que imuniza a VPV das variações políticas internas, das disputas por poder, das dissidências ou quaisquer outras coisas que possam nos desviar do foco principal. Nossa disposição Estatutária é um ambiente que não cria assento para os que por ventura tenham objetivos diversos dos nossos.


Numa rápida passada em nosso Estatuto, alguém poderia dizer: “Ele concentra muito poder em seu Presidente”. Se questionado sobre isso, eu diria: ele não concentra poder. Ele concentra muitas responsabilidades. Poder, na minha opinião pessoal é para quem está mais afeito às vaidades de um cargo do que ao desprendimento que ele exige, e quem tem vaidades não tem tempo de realizar seu trabalho. Esse modelo administrativo da VPV não foi criado para se adaptar às pessoas. Ele já é pré-estabelecido e aqueles que se adaptarem a ele, estarão prontos para prestar uma contribuição preciosa e efetiva para a VPV e para a comunidade.


A VPV hoje é constituída por uma grande família. Tenho como auxiliares diretos profissionais e voluntários altamente gabaritados e de inquestionável competência. Todos afinados com o mesmo pensamento e com a mesma determinação de fazer da VPV uma obra extremamente importante para o nosso povo, e todos convictos de que somente partindo de rígidos princípios de conduta, nós conseguiremos atingir os nossos objetivos de levar a cura a milhares de brasileiros anualmente.


Por tudo isso é que adotamos uma rígida concepção de gerenciamento e controle da organização, que objetiva impedir que a VPV, a exemplo de outras organizações, perca seu rumo, sua pureza e seu objetivo primário. Tendo um, dois ou um milhão de "vepevianos", será sempre regida com mão forte e minha primeira e direta determinação é que a transparência tem que ser absoluta. Nada dentro da VPV deverá ser visto como "expediente interno" ou sigiloso, e tudo tem que ser muito claro e cristalino. Estaremos sempre abertos a quaisquer questionamentos e obrigatoriamente responderemos de forma direta, precisa e verdadeira.


Amigos, se temos em cada Estado a miséria, o abandono, a orfandade do povo e o descaso do poder constituído, é justamente nesses bolsões de desvalidos que vamos trabalhar dando o nosso melhor. Com nossos pilares, conceitos e modelo administrativo, seremos exemplos do que é ser socialmente, politicamente e moralmente corretos, sem desviar-nos um instante sequer dessa linha de conduta. O povo que mais necessita é o mesmo que clama por transparência e acima de tudo pede socorro. É por ele que trabalharemos incondicionalmente. Não nos basta voar pela vida. Nós queremos voar pra levar a esperança de Vida. Nós queremos, nós podemos e nós faremos! O povo brasileiro merece isso.


Marcelo Rates Quaranta
Presidente da VPV - Voar Pela Vida